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Se... Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora... Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída." Mahatma Gandhi

terça-feira, 6 de julho de 2010

Receita contra o Egoismo (André Luiz)

1- Procure esquecer o lado escuro da personalidade do próximo.
2- Aprenda a ouvir com calma os longos apontamentos do seu irmão, sem o impulso de interromper-lhe a
palavra.
3- Olvide a ilusão de que seus parentes são as melhores pessoas do mundo e de que a sua casa deve merecer privilégios especiais.
4- Não dispute a paternidade das idéias proveitosas, ainda mesmo que hajam atravessado o seu pensamento, de vez que a autoria de todos os serviços de elevação pertence, em seus alicerces, a Jesus, nosso Mestre e Senhor.
5- Não cultive referências à sua própria pessoa, para que a vaidade não faça ninho em seu coração.
6- Escute com serenidade e silêncio as observações ásperas ou amargas dos seus superiores hierárquicos e auxilie, com calma e bondade, os companheiros ou subalternos, quando estiverem tocados pela nuvem da perturbação.
7- Receba com carinho as pessoas neurastênicas ou desarvoradas, vacinando seu fígado e a sua cabeça contra a intemperança mental.
8- Abandone toda a espécie de crítica, compreendendo que você poderia estar no banco da reprovação.
9- Habitue-se a respeitar as criaturas que adotem pontos de vista diferentes dos seus e que elegeram um gênero de felicidade diversa da sua, para viverem na terra com o necessário equilíbrio.
10- Honre a caridade em sua propria casa, ajudando em primeiro lugar a seus
familiares, atraves do rigoroso desempenho de suas obrigaçoes, para que voce esteja realmente habilitado a servir ao mundo e 'a humanidade, hoje e sempre...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

IRMÃ DULCE

A essência humana

A preocupação com os bens materiais é natural, faz parte da vida do homem. Mas o importante, o que de fato valoriza a vida, são os gestos que rendem juros e correção na conta aberta em nome de cada um de nós no banco do céu.

Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala.
BOM DIA...
Ninguém Pode Tirar De Você...

...A Graça De Se Sentir Querido.
...A Fé No Amor, Mesmo Em Tempos De Guerra.
...A Força Para Transformar A Vida.
...A Esperança De Realizar Seus Sonhos.
...A Liberdade De Mudar De Idéia.
...A Humildade De Se Saber Imperfeito.
...A Vitória De Ter Resistido A Uma Tentação.
...A Coragem De Ser Simplesmente Você.
...A Honestidade De Assumir As Suas Limitações.
...A Disposição De Tentar Mais Uma Vez.
...A Vontade De Enfrentar Desafios.
...A Capacidade De Pedir Ajuda.
...A Sensação De Dever Bem Cumprido.
...A Certeza De Que A vida Sempre Vale À Pena!!

então viva seus dias e seja feliz sempre e sempre.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FELICIDADE
O sentido da vida está associado a sentimentos de harmonia e felicidade; sem felicidade a vida perde sentido. A felicidade está no centro das nossas vidas e da nossa procura de sentido para a vida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Aprendiz Desapontado

Um menino que desejava ardentemente residir no Céu, numa bonita manhã, quando se encontrava no campo, em companhia de um burro, recebeu a visita de um anjo.
Reconheceu, depressa, o emissário de Cima, pelo sorriso bondoso e pela veste resplandecente.
Alucinado de júbilo, o rapazinho gritou:
- Mensageiro de Jesus, quero o paraíso! Que fazer para chegar até lá?!
O anjo respondeu com gentileza:
- O primeiro caminho para o Céu é a obediência e, o segundo é o trabalho.
O pequeno, que não parecia muito diligente, ficou pensativo.
O enviado de Deus então disse:
- Venho a este campo, a fim de auxiliar a Natureza que tanto nos dá.
Fixou o olhar mais docemente na criança e rogou:
- Queres ajudar-me a limpar o chão, carregando estas pedras para o fosso vizinho?
O menino respondeu: - Não posso.
Todavia, quando o emissário celeste se dirigiu ao burro, o animal prontificou-se a transportar os calhaus, pacientemente, deixando a terra livre e agradável.
Em seguida, o anjo passou a dar ordens de serviço em voz alta, mas o menino recusava-se a contribuir, enquanto o burro ia obedecendo.
No instante de mover o arado, o rapazinho desfez-se em palavras feias, fugindo à colaboração. O burro disciplinado, contudo, ajudou, quando pôde, em silêncio.
No momento de preparar a sementeira, verificou-se o mesmo quadro: o menino repousava e o burro trabalhava.
Em todas as medidas iniciais da lavoura, o pesado animal agia cuidadoso, colaborando eficientemente com o lavrador celeste; entretanto, o jovem, cheio de saúde e leveza, permaneceu amuado, a um canto, choramingando sem saber por que e acusando não se sabe a quem.
No fim do dia, o campo estava lindo.
Canteiros bem desenhados surgiam ao centro, ladeados por fios de água benfeitora.
As árvores, em derredor, pareciam orgulhosas em protegê-los. O vento deslizava tão manso que mais se assemelhava a um sopro divino cantando nas campânulas do matagal.
A Lua apareceu espalhando intensa claridade.
O anjo abraçou o obediente animal, agradecendo-lhe a contribuição. Vendo o menino que o mensageiro se punha de volta, gritou ansioso:
- Anjo querido, quero seguir contigo, quero ir para o Céu!...
O Emissário divino respondeu, porém:
- O paraíso não foi feito para gente preguiçosa. Se desejas encontrá-lo, aprende primeiramente a obedecer como o burro que soube receber a bênção da disciplina e o valor da educação.
E assim esclarecendo subiu para as estrelas, deixando o rapazinho desapontado, mas disposto a mudar de vida.

Fonte: Do Livro Alvorada Cristã – Ditado pelo Espírito Neio Lúcio – Psicografia de Chico Xavier. 11 edição – FEB. 1996.
Chico Xavier e o Mensageiro do Senhor
por Edenir Madeira

Transitou entre nós pelas sendas da Terra, um ser que, pelo dotes d’alma que conseguiu agregar-se ao longo das eras, estimula-nos à luta pela conquista dos mesmos valores, valores esses que exortam o Homem de Bem, conforme consta de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no Cap.XVII, Item 3.
Esse ser universal, irmão de todos os irmãos, amigo de todos os amigos, amor de todos os amores, foi Chico Xavier.

Para transmitir, com mais facilidade, a idéia do ângulo aqui desejado, sem pretensão de elogio, transcrevo o fato abaixo, narrado por Carlos A. Bacelli:

Principiou por contar-nos – estava atravessando um dos períodos mais difíceis da minha vida. Um companheiro muito querido havia nos deixado e, na soleira da porta de nossa casa, eu meditava a sós... Naquele momento, se eu precisasse voltar a terra natal, não possuía cinco cruzeiros no bolso para o ônibus... As lágrimas me escorriam pelas faces, quando em meio a uma luz muito intensa, surgiu-me aos olhos a figura de um Mensageiro Espiritual, de elevada hierarquia, muito superior à condição de Emmanuel. Dizendo-me vir da parte do Senhor, ele começou a conversar comigo, interrogando:

- O senhor solicita lhe seja perguntado se quando Ele levou a sua mãe deste mundo, deixando-o órfão aos cinco anos de idade, você teve mágoa dele?...
Surpreso com a sublime visita, respondi que não e o Mensageiro prosseguiu como se conhecesse, detalhadamente, cada trecho do caminho que eu havia percorrido até aquele exato momento.
- Quando o impediu de estudar, através daqueles que lhe dificultaram acesso aos bancos escolares, negando-lhe as oportunidades que sonhava, você teve mágoa do Senhor? Com o coração aos saltos, afirmei que não, porque o Senhor sabe o que é melhor para mim...
- Quando Ele permitiu que você ficasse órfão pela segunda vez, subtraindo de sua presença aquela que foi a sua segunda mãe, deixando-o com doze crianças para sustentar com um reduzido salário, você teve mágoa do Senhor?
Não, apressei-me a dizer, eu não poderia guardar mágoa alguma do senhor...
E o Missionário Celeste, sem qualquer pausa na voz, continuou discorrendo sobre os pontos mais delicados da minha existência atual, sempre repetindo a mesma questão.
- Quando perdeu a companhia de seu irmão José Xavier, que lhe era o apoio e o incentivo na Doutrina, ante o serviço a realizar, você teve mágoa do Senhor?
Não, chorei muito, e ainda choro, mas não senti mágoa do Senhor...
- Quando, entre as flores que desabrocham no jardim promissor da mediunidade, surgiram os primeiros espinhos a lhe dilacerarem a alma, em forma de ingratidão e calúnia, você teve mágoa do Senhor?
Não, repeli convicto, jamais tive mágoa do Senhor, a quem devo tudo o que tenho e tudo o que sou...
- Quando Ele afastou o casamento de seus planos de felicidade e realização pessoal, você teve mágoa do Senhor? Não, eu não posso me queixar de nada, pois tenho recebido bem mais do que mereço...
- E agora, quando, depois de tantos anos, dedicando-se integralmente ao Evangelho, vê-se abandonado por aquele em que repousam as suas esperanças no entardecer da vida física, você sente mágoa do Senhor?
Não, respondi em lágrimas, seja feita a vontade do Senhor...
Estabeleceu-se, então, entre nós, um silêncio que não ousei quebrar...
Depois de rápidos segundos, como se estivesse comunicando-se, telepaticamente, com os planos da Luz, o Mensageiro concluiu:
- O Senhor manda dizer-lhe que, doravante, nada há de falar... Não tenha receios, porque Ele providenciará tudo o que você necessitar para prosseguir servindo-o entre os homens, na Terra...
Filhos Adotivos
por Edenir Madeira

A família é uma instituição divina. Sob a supervisão de Espíritos moralmente elevados, formam-se na espiritualidade os agrupamentos familiares.

Allan Kardec elucida: “Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços da família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias”.
Pais e filhos biológicos ou adotados não são almas estranhas umas às outras. Sabemos que o acaso não existe, o processo de ligação entre eles inicia na espiritualidade, e, certamente, em encarnações anteriores. Pais e filhos adotivos são companheiros, prováveis membros da mesma família espiritual.

Segundo esclarecimentos da espiritualidade, aqueles que aguardam a oportunidade da adoção, podem ser filhos que, em função do orgulho, em outras vivências, se tornaram tiranos de seus pais, pagando com ingratidão e dor a ternura e zelo paterno.

Como toda a relação onde prevalece o bom senso, a moral e o amor, os filhos adotivos devem saber a verdade sobre a sua situação, esclarecendo que o amor não nasce de um processo químico-físico e sim no coração das criaturas.

Reforçando a importância do diálogo fraterno e sincero, o espírito André Luiz, esclarece-nos: “Filhos adotivos quando crescem ignorando a verdade, costumam trazer enormes complicações, principalmente quando ouvem esclarecimentos de outras pessoas”.

É sabido por todos que pais que desenvolvem o diálogo franco e sincero, com base no respeito mútuo, sob a luz da orientação cristã, fortalecem os laços afetivos, tornando a questão “adoção”, como secundária.

A adoção, além do caráter social, resulta em um amadurecimento dos sentimentos existentes nos membro da família que recebe o filho alheio. É ato de amor extremo, além da confiança de Deus na possibilidade de amar e ensinar, perdoar e auxiliar aos companheiros que retornam para hoje valorizarem o desvelo e a atenção que ontem não souberam fazer.

Os adotados trazem, no coração, muitas vezes, desequilíbrios passionais de outros tempos ou arrependimento doloroso para a solução dos quais pedem, ao reencarnarem, a ajuda daqueles que os acolhem, não como filhos do corpo, mas sim filhos do coração.

“Adotar filhos alheios é, sem dúvida, um gesto de extremo devotamento, mas os Pais que os adotem precisam pensar que não estão adotando anjos...” Chico Xavier

Recebendo em nossos lares um filho adotivo, guardemos no coração a certeza de que Jesus está nos confiando à responsabilidade sagrada de superar o próprio orgulho e vaidade, amando verdadeiramente e desinteressadamente a criatura de Deus confiada em trabalho de educação e amparo.

Amemos nossos filhos, sem cogitar se nos vieram aos braços pela descendência física ou não, como encargo abençoado que Deus nos presenteia.

Por fim, lembremos o espírito Emmanuel: “Recorda que, em última instância seja qual a nossa posição nas equipes familiares da terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus”.