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Se... Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora... Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável: Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída." Mahatma Gandhi

sábado, 31 de julho de 2010

Qual é o teor da sua energia?

A mediunidade faz parte da natureza. Todos somos médiuns, uns mais, outros menos desenvolvidos, e trocamos energias uns com os outros.
Com umas você sente prazer enorme em conversar, com outras você antipatiza, quer vê-las pelas costas. Isso não é apenas um capricho seu, mas um reflexo das energias que elas irradiam e você capta.
Existem pessoas nutritivas e pessoas sugadoras.

As nutritivas são:
Independentes. Cuidam de si, assumem suas próprias necessidades, evitam descrregar seus problemas nos outros, procuram ganhar seu próprio dinheiro.
Generosas. Dão os bens que não vão mais utilizar, cooperam com as obras de cunho social. Estão sempre se renovando.
Confiantes em si. Estudam as experiências alheias, mas na hora de decidir não perguntam aos outros o que fazer.
Otimistas. Em todos os acontecimentos olham os lados positivos. Nunca fazem drama de nada.
Respeitosas. Nunca invadem o espaço de ninguém. Aceitam os outros como são sem desejar muda-los.

As sugadoras são:
Vítimas. Sofredoras. Quando lhes acontece uma coisa boa, ficam logo esperando uma coisa ruim. Culpam o governo, a sociedade, as pessoas por suas dificuldades.
Dependentes. Nunca fazem nada sozinhas. Acham tudo difícil. Sentem-se incapazes.
Indecisas. Não têm opinião própria. Só fazem o que os outros dizem.
Depressivas. Jamais falam do que já têm, só do que ainda lhes falta. Estão sempre querendo atenção especial das pessoas e revoltam-se quando não são atendidas.
Inseguras. Apegam-se a tudo e a todos. Têm medo das mudanças, do novo e do futuro. São ansiosas e dramáticas. Vêem o lado pessimista dos fatos.

Quando você capta energia de pessoa nutritiva, sente-se muito bem. Mas se de repente sente o corpo pesado, boceja, fica deprimida, triste, com dor de cabeça ou enjôo, provavelmente absorveu as energias de uma pessoa sugadora.

Nesse caso, vá para um lugar sossegado e faça o seguinte exercício:
Feche os olhos e pergunte mentalmente de onde vêm essas energias. O rosto da pessoa aparecerá em sua memória. Então, imagine que você está dentro de sua pele e diga com firmeza:
- Eu não quero nada de você... O que é seu é seu. O que é meu é meu. Fico com minha energia. O resto vai sair agora, não quero isso para mim.
Sentirá imediatamente grande alívio. Contudo, se você se sente rejeitada pelas pessoas, está na hora de observar quais as energias que você irradia. Elas são responsáveis por tudo que você atrai em sua vida.
Pense nisso.
Zíbia Gasparetto

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Virtudes e Defeitos

É notável como conseguimos ver, todos os dias, a todos os instantes, os defeitos alheios.
Dificilmente encontraremos alguém que não se mostre propenso a apontar erros e absurdos dos outros.
Muitos casamentos acabam porque marido e mulher passam a ver tanto os defeitos um do outro, que se esquecem que se uniram porque acreditavam se amar.

Amigos de infância, certo dia, se surpreendem a descobrir falhas de caráter um no outro. Desencantados se afastam, perdendo o tesouro precioso da amizade.
Colegas de trabalho culpam o outro por falhas que, em verdade, em muitos casos, é da equipe como um todo.
Foi observando esse quadro que alguém escreveu que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, estão colocadas as qualidades positivas, as virtudes de cada um. Na sacola de trás são guardados todos os defeitos, as paixões, as más qualidades do Espírito.
Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos de forma impiedosa, nas costas do companheiro que está à frente, todos os defeitos que ele possui.
Assim nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.
A imagem é significativa e nos remete à reflexão. Talvez seja muito importante que saiamos da fila indiana e passemos a andar ao lado do outro.
E, no relacionamento familiar, profissional, social em geral, que nos coloquemos de frente um para o outro. Aí veremos as virtudes nossas, que devem ser trabalhadas, para crescerem mais e também as virtudes do outro.
Com certeza nos surpreenderemos com as descobertas que faremos.
Haveremos de encontrar colegas de trabalho que supúnhamos orgulhosos, como profissionais conscientes, dispostos a estender as mãos e laborar em equipe.
Irmãos que acreditávamos extremamente egoístas, com capacidade de ceder o que possuam, a bem dos demais membros da família.
Pais e mães que eram tidos como distantes, em verdade estarem ávidos por um diálogo aberto e amigo.
Esposos e esposas que cultivavam amarguras, encontrarem um novo motivo para estarem juntos, redescobrindo os encantos dos dias primeiros do namoro.
* * *
A crítica só é válida quando serve para demonstrar erros graves que possam causar prejuízo para os outros ou quando sirva para auxiliar aquele a quem criticamos.
Portanto, resistir ao impulso de ressaltar as falhas dos outros, exercitando-nos em perceber o que eles tenham de positivo, é a meta que devemos alcançar.
Não esqueçamos de que se desejamos que o bem cresça e apareça, devemos divulgá-lo sempre.
Falar bem é fazer o bem. Apontar o belo é auxiliar outros a verem a beleza.
A verdadeira coragem
Voc� saberia definir, com exatid�o, o que � coragem?

Muitos, talvez, respondam a esta pergunta fazendo refer�ncia a atos impulsivos, impensados, e at� mesmo violentos que, n�o raramente, colocam a vida de algu�m em risco.

Quase sempre esta palavra est� associada � impetuosidade e � agressividade nos atos, o que leva os indiv�duos a resvalarem na precipita��o, incapazes de conter �mpetos de viol�ncia sob a desculpa de serem corajosos.

Mas, ent�o, qual o real significado desta palavra?

Um dicion�rio renomado da l�ngua brasileira define coragem como a energia moral perante situa��es dif�ceis.

A coragem verdadeira traz, em si, o equil�brio como base de todas as decis�es, de todos os sentimentos, de todas as atitudes.

D� for�as para suportar todas as dificuldades sem derrotismo; mas com o entendimento do que est� acontecendo, e, consequentemente, com a possibilidade de buscar a melhor maneira de enfrentar qualquer situa��o.

Quem � corajoso traz em si a serena confian�a nas pr�prias resist�ncias, n�o se expondo indevidamente, nem se permitindo os sentimentos inferiores de raiva, ou o desejo de vingan�a.

Ter autodisciplina exige coragem. A autodisciplina desenvolve verdadeiros tesouros morais que enriquecem o ser humano.

Coragem � conquista conseguida na sucess�o das experi�ncias evolutivas, entre variadas dificuldades e sofrimentos, mediante os quais se adquire resist�ncia moral e calma.

� a for�a moral daqueles que, sendo pobres de haveres materiais, perseveram diante das dificuldades com resigna��o, sem desistir.

� a for�a que impele os idealistas que, com convic��o, defendem aquilo em que acreditam, e n�o for�am outros a neles acreditar.

� necess�rio coragem para que o indiv�duo mantenha-se humano, comporte-se de maneira adequada, sofra com dignidade, alegre-se sem exageros.

Pais corajosos educam seus filhos com base em valores morais e �ticos.

Filhos corajosos respeitam e amam seus pais, e n�o se deixam guiar por modismos ou frivolidades.

Fam�lias corajosas mant�m-se unidas, e seus membros apoiam-se mutuamente nas dificuldades, alegrando-se todos com os sucessos de cada um.

O estudante corajoso valoriza o aprendizado; o mestre corajoso n�o desiste jamais.

O cidad�o corajoso ama sua p�tria e respeita as leis vigentes.

O ser humano verdadeiramente corajoso n�o tem medo de amar. Sim, amar a todos como nosso Mestre Jesus a todos recomendou.

Nada igual � coragem de Jesus que nunca abandonou Suas convic��es, mas que, em nenhum momento usou de viol�ncia moral ou f�sica para fazer com que Nele acreditassem ou que O seguissem!

Nada igual � coragem de Jesus que a todos amou, entendeu e perdoou, mesmo nos momentos de maior sofrimento!
 

Autor:
Reda��o do Momento Esp�rita com base nos cap. 6 e 9 do livro Ilumina��o interior, pelo Esp�rito Joanna de �ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Muitas vezes as pessoas
são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,
as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor,
terá alguns falsos amigos e alguns inimigo verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode não ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
é tudo entre você e Deus.
Nunca foi entre você e os outros.”

Fiquem em paz

MADRE TEREZA DE CALCUT
A palavra da inocência

Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.

Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.

No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.

A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em nanquim, conta uma história singular, em seu livro: As boas mulheres da China.

Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na china. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou.

Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. "era uma mulher de sorte", comentava-se.

Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente.

No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.

Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver.

Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yangtsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida.

Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente: "nós vamos ver o papai?"

Ela levou um choque. Como é que uma criança de 5 anos podia saber o que ela pretendia fazer?

E perguntou: "o que é que você acha?"

Ele respondeu: "é claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!"

Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.

Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte.

As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever.

Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa.

A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída.

Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar: "e então, não vamos ver o papai?"

Procurando engolir o pranto, ela respondeu: "o papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores."

Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.

***

As crianças não são tolas. E muito mais do que possamos imaginar permanecem atentas, em especial a tudo que lhes diga respeito.

Percebem os desentendimentos conjugais, as dificuldades domésticas, a ponto de ficar enfermas.

Por tudo isso, preste mais atenção ao seu filho. E, sobretudo, fale com ele sobre dificuldades e sobre as soluções possíveis.

Não o deixe crescer ansioso e triste. Ajude-o a viver no mundo, seguro e firme.


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. A catadora de lixo, do livro As boas mulheres da China, de autoria de Xinran, ed. Companhia das letras.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar. A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão. Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós – os humanos – não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queríamos?”
Khalil Gibran

domingo, 25 de julho de 2010

Carência e dignidade



Estamos vivendo uma fase de transição na Terra.

Valores que até ontem regiam a vida em sociedade são colocados em dúvida.

Padrões de comportamento estão em constante alteração.

Em um mundo onde tudo muda demais, atenua-se a fronteira entre o correto e o incorreto.

Os freios morais tornam-se frágeis e nada mais parece chocante.

Nesse contexto, é frequente os homens perderem seus referenciais de valores.

Em consequência, acabam achando que tudo é válido e que o importante é realizarem as mais delirantes fantasias.

Os maiores desatinos são cometidos na seara afetiva, sob a singela justificativa de serem fruto de carência.

A liberdade tende a ser invocada como um valor absoluto, que não experimenta quaisquer limites.

O problema são as consequências desse gênero de comportamento.

Será que a ausência completa de pudor prepara dias de paz para as criaturas?

Experiências sexuais exóticas ou relacionamentos fugazes podem trazer algum sentimento de plenitude para os seus praticantes?

A falta de comedimento no vestir, no comer e no viver colabora para a saúde do corpo e da alma?

Em face da aparente ausência de limites para o comportamento humano, é conveniente recordar a sentença do apóstolo Paulo segundo a qual tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém.

Ante as muitas opções que nos são ofertadas, devemos verificar quais delas nos ajudam a atingir os nossos objetivos.

Se o mundo e seus valores não nos satisfazem e o fruir de estranhos divertimentos nos deixa uma sensação de vazio e insatisfação, eis um sinal a ser considerado.

Provavelmente, isso significa que já sentimos necessidade de plenitude, autoconhecimento, saúde e paz.

Sendo assim, não importa que à nossa volta imperem a libertinagem e a leviandade.

Somos responsáveis apenas por nossas decisões e por gerir nosso próprio processo evolutivo.

Na verdade, o homem moderno é profundamente carente.

Mas o fato de experimentar gozos de efêmera duração não lhe trará felicidade efetiva.

A carência real da Humanidade é de dignidade e de paz.

Ninguém se pacifica e dignifica instigando seus instintos e vivendo suas mais baixas fantasias.

Tal espécie de comportamento apenas estabelece laços com seres ainda desequilibrados.

Não banalizemos nossos carinhos e nem degrademos nossos corpos.

Sejamos criteriosos em nossos relacionamentos, pois as pessoas não são descartáveis.

Experiências fortuitas às vezes suscitam expectativas que talvez não estejamos dispostos a atender.

Mas, uma vez estabelecido o vínculo, este pode se tornar duradouro e pesado.

Afinal, ninguém brinca impunemente com a vida e os sentimentos dos outros.

A paz pressupõe poder observar os próprios atos com satisfação, sem remorso ou vergonha.

A dignidade é uma conquista do ser que domina a si próprio, que desenvolve valores e hábitos nobres.

Não devemos utilizar a solidão como desculpa para manter condutas ou relacionamentos levianos.

Esse sentimento pode ser melhor gerenciado com a prestação de serviços aos semelhantes, a adesão a grupos de estudo, ou de auxílio aos necessitados.

Do mesmo modo, a libido pede esforço educativo, para não se converter em fonte de dores e doenças.

Ao falarmos em carência, reflitamos sobre o que de fato nos falta.

Se nossa carência for de paz, plenitude de sentimentos e bem-estar, agir de modo digno e prudente é o melhor modo de supri-la.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.